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just a small town girl, living in a lonely world.
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Ask me questions about buffy the vampire slayer http://www.formspring.me/victoriagalina
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Cacos de vidro ao chão, desenhando traços incompreensíveis de destruição e dor, enquanto meus pés arrastavam-se tênuamente sobre eles. Ardia, o sangue pingava entre os azulejos, manchando-os de meu próprio delírio. Meu peito arfava, tentando incansavelmente tragar o suficiente de oxigênio para que meus pulmões continuassem a trabalhar. Tremi, balbuciante. Lágrimas, ácidas, escorriam por minha pele, como rostos sem faces, deliciando-se amargamente de como mantive-me impenetrável durante tantos anos e, ironicamente, em apenas alguns segundos meu autocontrole rompeu-se, levando a me perder novamente em um universo paralelo de sofrimento, que vinha a esconder no mais profundo abismo de minha mente desde que minha razão se perdera. O amor. O que era o amor comparado à vida de miséria, de... podridão? Podre. As cicatrizes tornaram-se ferimentos expostos e explícitos. Vívidos. Como se a dor estivesse apenas dormente, esperando por um reles deslize para reabrir os olhos, agarrar-me com suas garras e rasgar-me por inteira. Ofegos de uma vida passada, inteiramente coberta de escuridão. O manto negro que pairava acima de meu corpo não era o céu fechando-se em nuvens gordas de gotas d'agua. Não. Era o meu acerto de contas.
Meu purgatório.
Álcool. Nicotina. Drogas ilícitas e corpos semi-nus jogados ao chão. Sangue. Coisas insignificantes perto do constrangimento, culpa e dor que invadiam lentamente o corpo miúdo, exaltando cansaço em cada ofego de desespero. Jazia inutilmente em um canto qualquer do banheiro; vodka e vômitos anônimos misturavam-se nos azulejos encardidos. Seus pés, imundos e descalços, evitavam o contato imediato com a grotesca substância heterogenia, enquanto, em uma tentativa mais do que falha de escapar das faíscas que pulavam e queimavam cada partícula de seu corpo, flexionou os joelhos, abraçando-os fortemente. Ignorar as imagens e sons que vinham e iam e encharcavam sua mente com as memórias de um passado recente... Ardia. Ainda mais em saber que estava sozinha. Desesperada.
O queixo tremendo entre a abertura de suas pernas; os braços impondo mais força nestas, trazendo-as o mais próximo possível. Maquiagem borrada, os lábios cortados e traços marcados por raiva, paixão e medo. Sua franja mal-feita caía deliberadamente sobre seus olhos, porém, não existia vontade própria para retirar os fios suados, para que assim, sua visão taciturna, viesse a se tornar nítida. Sua audição parecia ter aumentado cem vezes mais do que a normal, podia escutar, em algum lugar não muito longe de seus ouvidos, a torneira entreaberta deixando uma gotícula de água fria cair lenta e demoradamente na banheira, transbordando-a.
A garota, entrementes, não moveu sequer um músculo. Continuou a encarar um ponto cego: o vazio. Ofegos, suspiros e gemidos gralhavam de sua garganta, ecoando pelos quatro cantos do cômodo claustrofóbico. Sentiu seus olhos arderem, a visão ainda mais turva. As lâmpadas piscaram uma, duas... Três vezes foram suficientes para a energia que passava por cada uma delas sumir e tudo a sua volta perder a cor... Não havia mais luz, apenas a escuridão profunda e, as poucas, fracas, batidas de um coração... Quase morto.
Meu coração já não é o mesmo. Aquele órgão forte e saudável que antes batia solidariamente por qualquer um que entrasse em minha vida. Tampouco continua a ser a força imensurável que ajudava-me a crescer e a tomar decisões imprevisíveis. Dizem que você não é nada quando não se tem amor. Então o que sou?
Vi-o caminhar entre os pedregulhos, o sol a brilhar acima de seu corpo semi-nu visivelmente lotado por gotículas minúsculas de suor. O céu azul- piscina lutava contra as nuvens que giravam em suas próprias órbitas, criando formas e desenhos boçais. Encarei-o de soslaio, e ele sorria. Nada muito afetivo, apenas um sorriso tímido, pequeno e, no entanto, seus lábios se torciam e em linhas grossas, demonstrando uma relevante fresta de brutalidade. Traços fortes, eu diria. Continuou a andar, o cabelo ruivo a dançar junto ao vento, que às vezes arrebatava alguns fios em sua face. Apertou os olhos, alguns passos a mais, e seus pés agora traçavam linhas tênues na areia junto à água do oceano à nossa frente. Encolhi-me momentaneamente, escondendo-me entre as sombras das árvores ao meu redor. A brisa suave dançou por mim, causando-me ligeiros arrepios; os cabelos de minha nuca ergueram-se involuntariamente, assim como o sorriso que se abria conseqüentemente em meus lábios. Não pude evitar, já estava lá. Entrementes, a sensação já se deliciava de meu ser, banhando-me com seus braços invisíveis ao redor de minha cintura, puxando-me para si. Deixei-me cair em um abismo sem fim... Era impossível recuperar a consciência sendo que ele estava tão perto. Meus olhos pairavam sua silhueta a brincar à beira da imensidão verde-escura diante de nós. Ouvi um grunhido rouco escapar de minha garganta deficiente, um fio de voz suave... Inaudível. Exclamei seu nome inúmeras vezes em minha mente antes de sequer pensar na possibilidade de aclamar em voz alta. A vontade era tamanha que acabei por derramar uma lágrima suficientemente cheia de pavor que meu corpo conteve-se com as imagens lúcidas e excepcionalmente vívidas que criava enquanto o via passear sozinho pela praia. Infelizmente meu ser implorava pelo dele, minha alma gêmea. Contudo, era tarde demais. Tarde demais para voltar atrás e rever os erros de uma vida conturbada. Jurei perante as estrelas que jamais voltaria a amá-lo; uma promessa dentre tantas que quebrei sem o mínimo de esforço. Até o perfume natural de sua pele - o suor seco mesclando-se ao cheiro de hortelã de seu hálito - emanava espasmos grotescos e capazes de fazer-me tremer. O que fazer? O que pensar? Desistir? Deixá-lo livremente para amar outra pessoa? Perguntas, perguntas e mais perguntas. Todas sem respostas. As entrelinhas encontravam-se indispostas, vazias... Encarei-o uma última vez antes de dar meia-volta e desvencilhar-me dentre as sombras; o sol agora banhando meu corpo febril. Só mais uma olhada... Seja forte, não deixe o amor vencer. E, no entanto, vir-me-ei lentamente para encará-lo enquanto meus pés ganhavam velocidade e o rumo ao meu destino. E antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa, minha mente gritava silenciosamente aquelas três palavras... As seis letras que nunca descansariam até serem ditas: Eu o amo...
Nome novo, layout novo, tudo novo! Precisava dar uma renovada por aqui. :) Há tempos que não venho para postar algo realmente importante, nem que seja da minha vidinha medíocre particular ou sei lá, textos imcompreensíveis. Mas sinto falta, sabe? Falta de escrever e tirar todo esse peso dos meus ombros. Na verdade, o que mais me faz falta é digitar qualquer coisa e fim. Meus dedos não estão mais ligados no automático quando me vem algo na cabeça que eu preciso passar para o