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just a small town girl, living in a lonely world.
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Cacos de vidro ao chão, desenhando traços incompreensíveis de destruição e dor, enquanto meus pés arrastavam-se tênuamente sobre eles. Ardia, o sangue pingava entre os azulejos, manchando-os de meu próprio delírio. Meu peito arfava, tentando incansavelmente tragar o suficiente de oxigênio para que meus pulmões continuassem a trabalhar. Tremi, balbuciante. Lágrimas, ácidas, escorriam por minha pele, como rostos sem faces, deliciando-se amargamente de como mantive-me impenetrável durante tantos anos e, ironicamente, em apenas alguns segundos meu autocontrole rompeu-se, levando a me perder novamente em um universo paralelo de sofrimento, que vinha a esconder no mais profundo abismo de minha mente desde que minha razão se perdera. O amor. O que era o amor comparado à vida de miséria, de... podridão? Podre. As cicatrizes tornaram-se ferimentos expostos e explícitos. Vívidos. Como se a dor estivesse apenas dormente, esperando por um reles deslize para reabrir os olhos, agarrar-me com suas garras e rasgar-me por inteira. Ofegos de uma vida passada, inteiramente coberta de escuridão. O manto negro que pairava acima de meu corpo não era o céu fechando-se em nuvens gordas de gotas d'agua. Não. Era o meu acerto de contas.
Meu purgatório.