BrighterNight
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just a small town girl, living in a lonely world.
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tears of blood.
♥ terça-feira, 16 de março de 2010 17:52
- Você é um filho da puta, mentiroso e eu quero que você nunca mais volte - seus olhos ganharam um brilho irreal causado pelas múltiplas lágrimas que iam-e-vinham deles, jorrando por sua face bronzeada. Suas pernas tremiam tanto que mal pôde conter-se em pé, mas alguma coisa - talvez o orgulho - manteve seus joelhos firmes e fixos. Uma voz longinqua ecoou pela estação uma segunda vez; o trem iria partir.
- E você foi a maior erro da minha vida; foi tudo um jogo. Só isso. Um jogo, nada mais - ele respirou profundamente, arrancando um gemido grosso e longo dentre sua garganta ao que algumas profanas lágrimas também teimavam em cair por seu rosto. Os dois choravam. Para ela, era tudo uma cena deplorável. Para ele, era deprimente. Ele, com o punho esquerdo fechado fortemente à ponto de suas veias ficarem amostra, segurava com a mão "livre" uma mala vazia. Ela, os braços enlaçados envolta de seu busto, transformando seu ato cordial em um casulo, em uma das mãos segurava um ticket mal-feito e deformado. "Destino: O infinito; Horário: Sempre", dizia.
- Eu te odeio - uma agunia desesperadora assoprou dentre os dentes dela. Tremeu e as lágrimas agora caíam todas de uma vez.
- Eu te odeio mais - ele sussurrou em resposta, e seus dedos perderam as forças, soltando o punho e a mala logo caiu ao chão, abrindo-a e revelando o conteúdo. Uma rosa. Vermelha. Sem vida.
Flexionou os joelhos e inclinou-se, pegando o conteúdo morto em suas mãos; uma das pétalas esfarelou-se logo que a tocou. Ela continuou na mesma posição de defesa, fixando o olhar atenta aos movimentos do garoto, como se a qualquer momento ela tivesse que correr para bem longe, ou simplesmente cair ao chão e morrer.
A voz soou uma terceira vez; era agora. Tinha que ser.
Dois passos largos e seus lábios colados estavam furiosos e famintos pela ardente paixão que os drenava e os matava. Beijos, beijos, abraços...
A voz não voltou a soar, o silêncio era o único som. E o trem partiu.
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