BrighterNight
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just a small town girl, living in a lonely world.
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hopefully.
♥ terça-feira, 22 de dezembro de 2009 18:41
(...)
"Sabe... Esse era o lugar preferido da minha mãe", uma voz soou fraca atrás de Danny. Virou-se, e lá estava Victória, encostada entre o batente e a porta. Ela apertou o casaco contra o abdômen, e em passos largos chegou até o garoto solitário.
Danny não falou nada; o silêncio era um dos seus melhores amigos.
"Hoje faz treze anos que ela morreu", Victória comentou; o sorriso permanecia em seu rosto, mesmo ainda fraco. Ela encarou o horizonte, apoiando-se contra as pilastras. "Mas isso nunca me impediu de comemorar. Ela costumava dar grandes festas nessa época do ano, e ela simplesmente amava. Eu não podia deixar que essa casa permanecesse no escuro. Ela não iria gostar disso, Danny."
"Por que está me dizendo isso?", perguntou Danny; seu estômago revirava-se dentro de si. Era pena. Era raiva.
"Porque eu sei o que aconteceu com os seus pais."
"Como sabe?", espantado, deu dois passos largos para trás.
"Dougie."
"Ah, é claro.", Danny sabia que estava errado ao ser tão grosso. Mas o que ela entendia? De fato, tudo. Ela sabia da dor, ela sabia. Mas ela não sentia. Isso deixou Danny perplexo e furioso consigo mesmo. Ele fora tão fraco por tantos anos.
"Você não deveria se sentir assim, Danny. A culpa não foi sua.", a garota não hesitou, reocupando o espaço que ele havia dado entre eles.
Ela sorrira, ele franzira a testa.
"Eu sei que não... Mas... Eu sinto falta deles."
"Eu sei que sente, e eu sei como é difícil. Mas isso aconteceu há tanto tempo. Você não deveria se ater às lembranças ruins, apenas nas boas. Como eu faço. Assim eu sei que ela está sempre comigo", Victória levantou a mão e colocou-a sobre o peito esquerdo; abaixou a cabeça e sorriu. Mais ainda.
E o silêncio fora preenchido com flocos de neves que caíam desesperada e maravilhosamente do céu. Danny estendeu uma das mãos e um pequeno floco caiu em sua mão; ele o observou por alguns incontáveis segundos quando sentiu um choque térmico. Victória estendera a mão e agora apertava fortemente a de Danny, exatamente onde o floco caíra e gelara sua pele. Aquilo era bom, era terno, era carinho. Era o Natal.
"Feliz Natal", ele sussurrou enquanto seu corpo aconchegava-se ao de Victória.
"Feliz Natal, Danny."
A neve caía enquanto ambos preenchiam a dor por algo muito melhor: o amor.
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